Não foi a cegonha que te trouxe ao mundo: sobre a educação sexual

Para muitos a adolescência é uma fase preocupante, de rebeldia e mudanças, mas nem sempre ela precisa ser assim. É obvio que nessa fase há muitas mudanças, a reafirmação da personalidade é uma delas. O jovem começa a perceber que ele não é mais criança mas, ainda não é adulto. Suas responsabilidades aumentam, começam a se desprender dos pais e passar mais tempos com os amigos como forma de se reafirmar, mostrar aos pais que cresceu e é o início da procura do seu caminho no mundo.

sexo

Os pais precisam reconhecer essas mudanças e afirmá-las, dando a autonomia necessária sem esquecer dos limites. O tão falado limite que em todas as fases deve-se ter, o não é necessário. O diálogo então deve ser de mão dupla, se os pais sempre exerceram essa premissa, nessa fase faz-se necessário intensificar, pois as dúvidas aumentam e borbulham, junto com os hormônios. Com os meninos produzindo a testosterona em altas quantidades, ficam agressivos e se masturbam incansavelmente. As meninas começam a menstruar e o corpo fica curvilíneo.  É o ciclo da vida preparando ambos para a reprodução.

Se os pais mantiveram o diálogo desde a tenra idade, a educação sexual (E.S) começa em casa, como já falei, ensinando os filhos a limpar o pênis/vulva corretamente, conversando “de onde vieram os bebês” e respeitando as diferenças de cada um. No Brasil o tema transversal educação sexual versa sobre:

  1. Prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Gravidez na adolescência e Abuso sexual;
  2. Desmistificar os mitos e tabus que os adolescentes tem em suas cabeças;
  3. Como lidar com as mudanças tão repentinas;
  4. Diálogos sobre relacionamentos;
  5. Violência no namoro;
  6. Estudos de gênero;

Mas, no nosso país, há muito despreparo nesse quesito, os professores não estão preparados para abrir esses diálogos, nem cursos na grade curricular existem para os professores aprenderem a lidar com os questionamentos da idade. O que sobra é o silêncio, os alunos não perguntam, os professores não respondem e preenchendo essa lacuna está a internet, os amigos e claro, os vídeos pornôs. A internet é uma tecnologia poderosa, mas precisa-se saber utilizar, nem todo site tem informações confiáveis e seguras.

Assim, muitas distorções cognitivas no aprendizado da sexualidade e dos relacionamentos amorosos pode começar nessa fase. A quantidade de vídeos pornôs e informações errôneas consumidas nessa época dificulta bastante os relacionamentos no futuro. E quando um casal juvenil se forma e resolve experimentar as descobertas do sexo, começam as queixas, o orgasmo não vêm, as expectativas não se realizam, o príncipe encantado vira um sapo, uma gravidez inesperada pode acontecer (vide artigo sobre as estatísticas do Brasil), as disfunções sexuais que podem se arrastar até a fase adulta, pulando de relacionamento em relacionamento. A minha educação sexual na adolescência foi nula, minha mãe me colocava medo sobre o assunto e a escola nunca explanava sobre o mesmo.  Então:

Não são os filmes pornôs e nem tão pouco os filmes românticos que irão ensinar os adolescentes sobre a vida real. Nada contra os vídeos pornôs para os adultos, mas para iniciar a sua vida sexual e os relacionamentos, o pornô não é um espelho preciso da realidade. Por isso a importância dos pais dialogarem com seus filhos, a educação sexual começa em casa!

Agora eu quero saber de você, como foi a sua Educação Sexual? Com quem você conversava sobre suas dúvidas, anseios e medos?

Um beijo que desperta, e até a próxima…

Deixem seus comentários, adoraria lê-los..

 

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