Como manter a chama do Casamento acesa?

 

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Não é bem uma novidade para mim esse tópico ser tão linkado na minha pesquisa de interesses, é previsível que parceiros que moram juntos o fator desejo seja progressivamente difícil de ser sustentado. A morte do desejo é um sério impedimento ao relacionamento contínuo. O que pode ser umas das crises no casamento, conhecido como: a fase do luto da paixão.

Veja bem, numa sociedade que exemplifica que o homem casado é erótico naturalmente e as mulheres casadas devem evitar ser erótica, produz grandes transtornos tanto para os homens quanto para as mulheres. Pressiona o homem sempre no contexto de nunca haver falhas sexuais (sem ereção) e quando isso acontece gera um conflito tão grande nesse homem, que o que era para ser algo passageiro e eventual, acaba se tornando uma disfunção mais séria. Não ignoro que a industria farmacêutica esta medicalizando a sexualidade. Vejo cada vez mais homens dependentes de estimulantes que podem acarretar inúmeras complicações, mas me deixem voltar ao assunto em questão.

Nas mulheres o conflito é o inverso, são os maridos tentando estimular esse desejo, e algumas vezes sem sucesso. Ou seja, temos parceiros sexuais completamente opostos de si, homens eróticos e mulheres sem desejo!

E como fazemos para reverter esse quadro? Vocês devem estar se perguntando.

Para alguns de vocês que devem estar nesse processo, a incredulidade os acompanha, mas posso dizer por experiencia própria que tem como o casal entrar em sintonia. Para quem não me conhece ainda, tem 10 anos que estou com meu companheiro, 6 anos de casada e com um filho de 7 anos, no início tudo era muito complicado para mim, muito jovem e imatura e praticamente com desejo nenhum. Desejo? O que era desejo? Eu nem sabia. E o meu companheiro lá esperando o santo dia que eu iria acompanha-lo no erotismo, coitado!

Hoje eu até me incomodo com as brincadeiras nos grupos em que participo sobre dizerem que: se você quer sexo não case! O casamento não lhe dará isso. Por que eu sei que isso é completamente contornável e superável. Mas para que eu acompanhasse o ritmo do meu marido precisei de muita ajuda. A primeira sem sombra de dúvidas foi a terapia, lá pelo terceiro ano de casamento, vi que o nosso casamento não sobreviveria sem isso, então convidei meu esposo, mas para ele o problema não estava nele e sim em mim. Fui sem ele e posso dizer que foi transformador, para a Maíne de 25 anos foi liberador e todos os aprendizados daquela época me acompanham até hoje!

Posso dizer por conhecimento de causa que quanto mais sexo fizermos mais queremos fazer. Não sexo estilo coelho, mas o sexo que conecta, une os casais, o desejo é completamente aprendido. Lembro-me de uma frase que o meu marido falava lá no início: Você nunca me procura para o sexo, sempre sou eu que venho atras! Já escutou isso em algum momento da sua vida? A manutenção da chama do casamento perpassa pela cama.

Outro ponto crucial na minha guinada de vida foi o feminismo, sei que ele é bastante atacado hoje em dia, mas só eu sei o que ele fez pela minha vida, me salvou de um pensamento aprisionante, onde eu tinha que esperar que o outro fizesse e não esperar nada em troca, me fez conhecer meu corpo, o desejo adormecido e me fez me posicionar perante meu casamento, me deu um marido mais igualitário e mais companheiro mesmo. Senão não adianta nada a esposa ir para a terapia em busca do seu desejo adormecido, se em casa ela tem um chefe e não um companheiro. Mas vejam bem, essa foi a minha trajetória de transformação, como cada casal irá resolver seus conflitos e diferenças vai de cada par.

A atração sexual e o erotismo não pode ser imposto, apenas reciclado, quando há empenho do casal para isso. O uso criativo de habilidades, que podem ser aprendidas, ajuda manter viva a paixão, a medida que a intimidade se aprofunda. Casais que enfrentam abertamente as dificuldades da combinação intimidade e paixão são os que tem maiores possibilidades de prosperar.

Então vamos nos esforçar para nos conectar ao outro? O casamento é feito de duas pessoas que querem ser testemunhas uma da outra.

“…O amor é uma forma de energia vibratória e os fótons tanto quanto os elétrons, de acordo com os princípios de indução fotônica e de exclusão eletrônica, podiam levar a explicar as reações da atração e do amor.”

Fred Sean Wolf

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