As marcas da Repressão

acorrentda

Trabalhando na área da Sexualidade, escuto de tudo um pouco, afinal é o meu trabalho! Mas algo que não é debatido atualmente são as problemáticas individuais, que afetam os relacionamentos.

A sociedade tem uma visão errônea da banalização da sexualidade, acham que é hoje está mais simples a temática, o sexo só aparece mais, por que “vende mais”, no entanto as problemáticas em torno dele só ficam mais complexas.

Algumas semanas saiu uma publicação de um jornal virtual com relatos de mulheres falando sobre a Cultura da Pureza nos E.U.A e lendo percebi que essa cultura encontra-se tão pertinente aqui no Brasil também, não é de hoje que atendo no meu consultório inúmeras mulheres aprisionadas por esse medo patológico do sexo!

Por que eu digo patológico? Porque se te traz sofrimento e dor além do usual e que não diminui com o tempo não está nos parâmetros saudáveis. Nada contra o movimento brasileiro Eu Escolhi Esperar, podem esperar, mas com consciência do que é o sexo, colocar uma venda, reprimir, intimidar só piora o aspecto emocional e psicológico da sexualidade. É dizer para essas mulheres “fique longe, tenha medo, é nojento” a vida inteira, mas na preparação para o casamento “seja uma leoa na cama, faça o que o seu marido quiser entre quatro paredes” e esperam que o casamento seja “feliz para sempre”! Como? O leão do marido vai encontrar no máximo uma esposa zebra, quanto mais ele quiser, mais ela irá correr.

Isso falando apenas do aspecto relacional, agora adentrando os aspectos físicos e emocionais, de toda a repressão os resultados são catastróficos, aparecem problemas de Vaginismo, Dispareunia, Anorgasmia, Ansiedade, Depressão e muitos outros. Não é a toa que o timing entre o homem e a mulher nunca estão em sincronia.

O que mais vejo atualmente são os movimentos religiosos criando encontros de casais para trabalhar alguns aspectos do relacionamento, acho bacana e importante, mas tão importante quanto trabalhar o aqui e agora é trabalhar a prevenção.

Falar sem receios as dores e prazeres do que envolve a sexualidade, os relacionamentos e as problemáticas. E não, falar sobre sexo, não o torna banal, o torna leve e mais prazeroso. Sexualidade faz parte da vida de todos os seres humanos não temos como fugir e reprimir não é um caminho saudável.. Por que essa dívida vai ser paga num futuro não muito distante!

E para quem gostaria de ler a matéria que inspirou esse texto, segue o link…

Minha Criação Evangélica quase acabou com a minha vida sexual

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Como manter a chama do Casamento acesa?

 

My Post (3)

Não é bem uma novidade para mim esse tópico ser tão linkado na minha pesquisa de interesses, é previsível que parceiros que moram juntos o fator desejo seja progressivamente difícil de ser sustentado. A morte do desejo é um sério impedimento ao relacionamento contínuo. O que pode ser umas das crises no casamento, conhecido como: a fase do luto da paixão.

Veja bem, numa sociedade que exemplifica que o homem casado é erótico naturalmente e as mulheres casadas devem evitar ser erótica, produz grandes transtornos tanto para os homens quanto para as mulheres. Pressiona o homem sempre no contexto de nunca haver falhas sexuais (sem ereção) e quando isso acontece gera um conflito tão grande nesse homem, que o que era para ser algo passageiro e eventual, acaba se tornando uma disfunção mais séria. Não ignoro que a industria farmacêutica esta medicalizando a sexualidade. Vejo cada vez mais homens dependentes de estimulantes que podem acarretar inúmeras complicações, mas me deixem voltar ao assunto em questão.

Nas mulheres o conflito é o inverso, são os maridos tentando estimular esse desejo, e algumas vezes sem sucesso. Ou seja, temos parceiros sexuais completamente opostos de si, homens eróticos e mulheres sem desejo!

E como fazemos para reverter esse quadro? Vocês devem estar se perguntando.

Para alguns de vocês que devem estar nesse processo, a incredulidade os acompanha, mas posso dizer por experiencia própria que tem como o casal entrar em sintonia. Para quem não me conhece ainda, tem 10 anos que estou com meu companheiro, 6 anos de casada e com um filho de 7 anos, no início tudo era muito complicado para mim, muito jovem e imatura e praticamente com desejo nenhum. Desejo? O que era desejo? Eu nem sabia. E o meu companheiro lá esperando o santo dia que eu iria acompanha-lo no erotismo, coitado!

Hoje eu até me incomodo com as brincadeiras nos grupos em que participo sobre dizerem que: se você quer sexo não case! O casamento não lhe dará isso. Por que eu sei que isso é completamente contornável e superável. Mas para que eu acompanhasse o ritmo do meu marido precisei de muita ajuda. A primeira sem sombra de dúvidas foi a terapia, lá pelo terceiro ano de casamento, vi que o nosso casamento não sobreviveria sem isso, então convidei meu esposo, mas para ele o problema não estava nele e sim em mim. Fui sem ele e posso dizer que foi transformador, para a Maíne de 25 anos foi liberador e todos os aprendizados daquela época me acompanham até hoje!

Posso dizer por conhecimento de causa que quanto mais sexo fizermos mais queremos fazer. Não sexo estilo coelho, mas o sexo que conecta, une os casais, o desejo é completamente aprendido. Lembro-me de uma frase que o meu marido falava lá no início: Você nunca me procura para o sexo, sempre sou eu que venho atras! Já escutou isso em algum momento da sua vida? A manutenção da chama do casamento perpassa pela cama.

Outro ponto crucial na minha guinada de vida foi o feminismo, sei que ele é bastante atacado hoje em dia, mas só eu sei o que ele fez pela minha vida, me salvou de um pensamento aprisionante, onde eu tinha que esperar que o outro fizesse e não esperar nada em troca, me fez conhecer meu corpo, o desejo adormecido e me fez me posicionar perante meu casamento, me deu um marido mais igualitário e mais companheiro mesmo. Senão não adianta nada a esposa ir para a terapia em busca do seu desejo adormecido, se em casa ela tem um chefe e não um companheiro. Mas vejam bem, essa foi a minha trajetória de transformação, como cada casal irá resolver seus conflitos e diferenças vai de cada par.

A atração sexual e o erotismo não pode ser imposto, apenas reciclado, quando há empenho do casal para isso. O uso criativo de habilidades, que podem ser aprendidas, ajuda manter viva a paixão, a medida que a intimidade se aprofunda. Casais que enfrentam abertamente as dificuldades da combinação intimidade e paixão são os que tem maiores possibilidades de prosperar.

Então vamos nos esforçar para nos conectar ao outro? O casamento é feito de duas pessoas que querem ser testemunhas uma da outra.

“…O amor é uma forma de energia vibratória e os fótons tanto quanto os elétrons, de acordo com os princípios de indução fotônica e de exclusão eletrônica, podiam levar a explicar as reações da atração e do amor.”

Fred Sean Wolf

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Orgasmo Feminino, que sensação é essa?

O orgasmo feminino ainda é envolto numa aura de misticismo e tabu. Você já parou pra pensar como o orgasmo ocorre, fora as sensações que sentimos, como ele se dá no nosso corpo?

Um estudo observou o fluxo sanguíneo cerebral das mulheres usando uma tomografia durante a estimulação ao clítoris, foram irrigadas áreas somatossensoriais primárias e secundárias e na hora do orgasmo, o fluxo neocortical decai nas regiões orbitofrontal e no lobo temporal. Já as contrações do orgasmo são disparadas pelas regiões medianas do cérebro e pelo caudato direito.

A maioria das mulheres descrevem o orgasmo como uma súbita explosão de calor e prazer no clítoris, as contrações musculares involuntárias aliviam rapidamente a tensão neuromuscular acumulada e bombeiam sangue das áreas da região pélvica e genital – onde ocorreu a congestão dos vasos.

Masters e Johnson descobriram que fisiologicamente o orgasmo feminino começa com uma série de contrações rítmicas involuntárias na plataforma orgásmica (ponto de convergência anatômica para as respostas físicas mais intensas durante o orgasmo), essa plataforma fica na terça parte externa da vagina. Essas contrações tem intervalos de 0,8 segundos. Depois das 3 primeiras contrações, o intervalo aumenta e a intensidade da contração diminui. No orgasmo suave, pode haver apenas 3 ou 4 contrações curtas, enquanto no forte tem-se 10 a 12 mais intensas.

Algumas mulheres descrevem os orgasmos como experiencias arrebatadoras e ardentes, com sensações até extracorpóreas, mas os suaves são mais sensuais, embora ainda sejam excitantes e satisfatórios. Essa fluidez dos orgasmos femininos variam mais que o dos homens em intensidade, duração e percepção.

Além dos batimentos cardíacos e respiração acelerada, os músculos do corpo se retesam com as contrações rítmicas da resposta orgásmica, e o corpo pode se enrijecer momentaneamente no clímax do orgasmo, como se o bombardeio neurológico intenso de sensações tivesse atingido todos os sistemas e tudo tivesse sido subitamente paralisado. Às vezes, a descarga de toda essa energia neuromuscular pode levar a espasmos nas mãos e nos pés, ou a trejeitos faciais involuntários, embora nem se perceba que isto está acontecendo.

Abaixo pode-se ver uma das fases do Orgasmo Feminino.

Fase da resposta sexual FEMININA - orgasmo
Livro Heterossexualidade de Masters e Johnson (1994)

E você já sentiu assim? Consegue descrever as sensações?

Apenas quem já teve um orgasmo, sabe o que é um orgasmo.

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Fatos sobre a Sexualidade Masculina

Os homens podem encontrar alguma dificuldade no relacionamento e/ou na sua sexualidade. A maioria deve achar que os homens não tem problemas, afinal contrariando a música da diva Beyoncé: Who run the world, não são os homens? Que tipo de problemas os homens podem ter, não é mesmo? Bem, conheço alguns mitos e tabus que os homens tem que lidar:

  • Orgasmo é sinônimo de ejaculação;
  • Deverá sempre estar disposto sexualmente, independentemente do que sinta pela mulher;
  • Que é infiel por natureza;
  • Se for macho, não pode ter prazer na região anal;
  • Deverá ter um pênis de bom tamanho, independentemente de ter boa relação sexual com a parceira;
  • Deverá manipular seus genitais desde criança;
  • É esperado que o homem saiba o que fazer para levar a mulher ao orgasmo.adolescente_sexo_masculino_1.jpgNão devemos perpetuar todos esses mitos acerca dos homens a vida inteira. Eles também sofrem uma ruma de preconceitos sexuais durante suas trajetórias, e para eles é difícil lutar para mudar essa realidade. Por que afinal de contas, homem não chora, não é mesmo? É muito fácil reconhecer quando o homem está excitado, o que inúmeras vezes chega a ser constrangedor para ele, na anatomia aprende-se rapidamente as funções do aparato genital, tudo está tão amostra.

    Uma prática bem comum para os homens é a masturbação, visto como algo tão natural, mas sua prática ainda causa estranheza, pois ficou conhecida como sendo algo da fase juvenil e quando a fase adulta chegasse deveria ser suprimida. Obvio que no homem casado, a frequência masturbatória diminui, mas não some, e isso causa incômodos a sua parceira: “O por que ele ainda assiste filmes pornôs ou se masturba?” São perguntas que ainda são feitas. Isso por que a mulher só aprende a se masturbar aos 30 anos, já os homens desde criança.

    Em pesquisas feitas por sexólogos, a frequência da masturbação masculina está diretamente ligada com o número de relações sexuais que o homem tem. Ou seja, quanto mais relações sexuais ele tiver menos vai se masturbar.

    Quase todas as palestras que fiz até agora o que preocupa os homens é a ejaculação precoce, como reconhecer? Pesquisa feita por 2 sexólogos californianos, Hartman e Fithian (1992) destacam que em média a mulher leva 20 minutos para chegar ao orgasmo, entre todas as fases (excitação, platô, orgasmo e resolução), mas para ela chegar ao orgasmo, foi necessário no minimo 20/30min para a mulher se excitar, ou seja, o homem já está excitado a 40/50 min e quando finalmente a mulher está pronta para a entrada do pênis, o homem não aguenta mais tempo.

    Por isso é necessário uma análise detalhada sobre ejaculação precoce, o homem que citei acima, claramente não tem ejaculação precoce, conseguiu manter ereção por no máximo 50 min.

    Os homens ainda são bastante resistentes em procurar ajuda nessa área, então listarei situações em que se faz necessário ajuda terapêutica:

    • Você não tem absolutamente nenhum desejo sexual; na verdade quase nunca pensa em sexo;
    • Você classificaria o relacionamento com a sua parceira como amargo, ou cheio de conflitos e raiva;
    • As vezes, você ejacula com pênis flácido (mole), pelo menos 10% das vezes;
    • Você frequentemente tem sentimentos de culpa sexual;
    • Sua parceira é muito ansiosa em relação ao sexo;
    • Você sofreu abusos sexuais em sua fase de crescimento;
    • Você (ou sua parceira) sente-se pouco à vontade, tocando os órgãos sexuais um do outro;
    • Você tem desejos sexuais obsessivos que o incomodam.

    Isso são apenas alguns dos motivos, se caso você ainda se sente incomodado com algo que não listei, sinta-se a vontade para procurar ajuda médica ou terapêutica. No meu caso, quando o homem ou a mulher me procuram por disfunções sexuais, primeiro encaminho ao médico para descartar algo de fundo biológico, para enfim poder seguir com o tratamento psicoterápico.

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Clitóris, onde habitas? Pra que serve? Por que és tão desconhecido?

 

Nesse texto vou falar um pouco desse órgão tão importante e de como as mulheres passam a vida inteira tentando achar a sua sexualidade, muitas vezes a custa de muito esforço e autodescobertas. Certamente você sabe a condição da educação feminina, sempre reprimida, sem poder se tocar e descobrir os prazeres que ela mesma tem escondido no seu corpo. Quantas de vocês já tiveram interesse de pegar um espelho e conhecer sua vulva? Sinta- se a vontade para fazer isso agora…

Nenhuma vulva é igual a outra, são únicas, então considere isso a sua digital sexual, e ela é normal e linda exatamente do jeito que é!

Agora vou lhe apresentar A principal responsável pelo prazer feminino (rufem os tambores):

  • CLITÓRIS

clitoris

Essa coisa bem linda aí de cima, tem 9 cm, podendo variar de uma mulher a outra, mas a olho nu só vemos a sua glande, sim senhora, temos uma glande – que cresce até 2 cm quando excitada, isso tudo por que a querida clit (apelido fofo, podem chama-la assim também, ela ama um carinho!), é homóloga ao pênis, internamente possui 18 estruturas internas e mais de 8.000 fibras nervosas! Isso mesmo, ela foi feita exclusivamente para o PRAZER! Sua única função e objetivo de vida.

Você ficou empolgada né? Eu também quando descobri tudo isso, todo esse mundo se descortinando a minha frente, minha venda caiu e que alegria poder ver o mundo colorido, mas vou logo avisando, se apertar demais esse botão, ela adormece e prazer que é bom….Nada. A clit tem que ser tratada com muito amor, carinho e respeito. Estimulada no ponto certo, do jeito certo e na medida certa!

Você deve estar se perguntando: qual a medida certa então Maíne? Isso minhas caras, apenas VOCÊS podem descobrir, pois cada uma tem a clit única e personalizada!

anatomia

Primeiro passo para você se apoderar da sua sexualidade eu já falei:

  1. Ame a sua vulva do jeito que ela é;
  2. Quem manda no seu prazer ou orgasmo é você, o parceiro (a) nos ajuda pra caramba a chegar lá, mas se você não conhece os seus pontos de prazer, o que te excita e o que não te excita, dificilmente o outro (a) vai conhecer;
  3. Sexo é troca, eu ensino, ele (a) me ensina, e assim vamos aprendendo todos os dias;
  4. Relaxe, vá se soltando aos poucos, não se preocupe tanto com o orgasmo, atualmente as pessoas se preocupam tanto em atingir o clímax, que se esquecem de SENTIR, de aproveitar o momento, aquela troca, olho no olho, escutar a respiração ofegante um do outro. Não que um sexo selvagem, de urgência, não possa acontecer, mas a conexão de um casal ajuda bastante a fluir o sexo.
  5. E claro que se você nunca sentiu um orgasmo, precisa sim descobrir o porquê, muitas vezes tendemos a culpar sempre o outro: “o (a) fulano (a) é ruim de cama”. Mas lembre-se, se você não conhece o seu corpo, não coloque as suas expectativas no outro!

E não esqueçam da camisinha gente, mesmo se o outro (a) não quiser e pra quem é lésbica, já existe maneiras de se proteger na hora H, dental dam, camisinha masculina (é só cortar e adequar) e feminina.

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Você sabe o que é Ciclo Sexual?

Você sabe como ocorre a anatomia da relação sexual?

Na pesquisa que eu fiz uma das curiosidades a serem sanadas foi essa.

Devo lembrar que os cientistas responsáveis por essa descoberta foram a Psicóloga Virginia Johnson e o médico William Masters, lá pelos idos de 1966.

Para eles o modelo da Resposta Sexual Humana, segue o gráfico abaixo, sendo incrementado ao longo do tempo pelos cientistas recentes, mas a base continua a mesma

grafico de resposta sexual

  1. A fase inicial é a excitação, que deve se iniciar a partir de estímulos físicos e psicológicos, que tem como objetivo preparar o corpo para a relação sexual. Nas mulheres o clitóris e os pequenos lábios aumentam e etc; Nos homens há o rubor sexual, vermelhidão na testa até os joelhos, os testículos se recolhem junto ao corpo e muitos outros.
  2. A segunda fase é o platô onde acontece o aumento do prazer gradativamente até atingir o ápice, mais conhecida como intenso estado de excitação. Nas mulheres o clitóris se retrai, por isso que nesse momento muitas mulheres necessitam de um estímulo clitoriano para não perder o orgasmo. Nos homens há liberação de gotas de liquido lubrificante e a próstata aumenta.
  3. A terceira fase é o orgasmo, sendo o climáx da Resposta sexual. É uma fase de descarga de imenso prazer na qual a tensão acumulada seria descarregada de maneira peculiar em poucos segundos, desencadeando contrações musculares da pelve e períneo de formas rítmicas e involuntárias da plataforma orgástica, com intervalo de 0,8 segundos.
  4. E por fim a resolução ou detumescência, é o momento em que o corpo retorna ao padrão anterior a fase de excitação. Estado de puro bem-estar que se segue após o orgasmo, no qual predomina o relaxamento muscular. Nessa fase os homens possuem um período chamado de refratário, onde os estímulos não produzem resposta satisfatória, quanto mais velho o homem for, mais esse período de refração irá se alongar.

Por último e não menos importante o Desejo sexual, deixei por último, pois não foi descrita pelo casal acima, foi a médica Hellen Kaplan em 1977, para integralizar o ciclo de resposta e melhorar a eficácia clínica. O que seria do sexo sem o desejo? Ele é o comburente da reação fisiológica da resposta sexual, disparado a partir de um estímulo sensorial ou pelas memórias de vivências eróticas e/ou de fantasias. Então, o desejo antecede as fases já citadas, para que a relação sexual seja boa e satisfatória, ele precisa estar presente.

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Não foi a cegonha que te trouxe ao mundo: sobre a educação sexual

Para muitos a adolescência é uma fase preocupante, de rebeldia e mudanças, mas nem sempre ela precisa ser assim. É obvio que nessa fase há muitas mudanças, a reafirmação da personalidade é uma delas. O jovem começa a perceber que ele não é mais criança mas, ainda não é adulto. Suas responsabilidades aumentam, começam a se desprender dos pais e passar mais tempos com os amigos como forma de se reafirmar, mostrar aos pais que cresceu e é o início da procura do seu caminho no mundo.

sexo

Os pais precisam reconhecer essas mudanças e afirmá-las, dando a autonomia necessária sem esquecer dos limites. O tão falado limite que em todas as fases deve-se ter, o não é necessário. O diálogo então deve ser de mão dupla, se os pais sempre exerceram essa premissa, nessa fase faz-se necessário intensificar, pois as dúvidas aumentam e borbulham, junto com os hormônios. Com os meninos produzindo a testosterona em altas quantidades, ficam agressivos e se masturbam incansavelmente. As meninas começam a menstruar e o corpo fica curvilíneo.  É o ciclo da vida preparando ambos para a reprodução.

Se os pais mantiveram o diálogo desde a tenra idade, a educação sexual (E.S) começa em casa, como já falei, ensinando os filhos a limpar o pênis/vulva corretamente, conversando “de onde vieram os bebês” e respeitando as diferenças de cada um. No Brasil o tema transversal educação sexual versa sobre:

  1. Prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Gravidez na adolescência e Abuso sexual;
  2. Desmistificar os mitos e tabus que os adolescentes tem em suas cabeças;
  3. Como lidar com as mudanças tão repentinas;
  4. Diálogos sobre relacionamentos;
  5. Violência no namoro;
  6. Estudos de gênero;

Mas, no nosso país, há muito despreparo nesse quesito, os professores não estão preparados para abrir esses diálogos, nem cursos na grade curricular existem para os professores aprenderem a lidar com os questionamentos da idade. O que sobra é o silêncio, os alunos não perguntam, os professores não respondem e preenchendo essa lacuna está a internet, os amigos e claro, os vídeos pornôs. A internet é uma tecnologia poderosa, mas precisa-se saber utilizar, nem todo site tem informações confiáveis e seguras.

Assim, muitas distorções cognitivas no aprendizado da sexualidade e dos relacionamentos amorosos pode começar nessa fase. A quantidade de vídeos pornôs e informações errôneas consumidas nessa época dificulta bastante os relacionamentos no futuro. E quando um casal juvenil se forma e resolve experimentar as descobertas do sexo, começam as queixas, o orgasmo não vêm, as expectativas não se realizam, o príncipe encantado vira um sapo, uma gravidez inesperada pode acontecer (vide artigo sobre as estatísticas do Brasil), as disfunções sexuais que podem se arrastar até a fase adulta, pulando de relacionamento em relacionamento. A minha educação sexual na adolescência foi nula, minha mãe me colocava medo sobre o assunto e a escola nunca explanava sobre o mesmo.  Então:

Não são os filmes pornôs e nem tão pouco os filmes românticos que irão ensinar os adolescentes sobre a vida real. Nada contra os vídeos pornôs para os adultos, mas para iniciar a sua vida sexual e os relacionamentos, o pornô não é um espelho preciso da realidade. Por isso a importância dos pais dialogarem com seus filhos, a educação sexual começa em casa!

Agora eu quero saber de você, como foi a sua Educação Sexual? Com quem você conversava sobre suas dúvidas, anseios e medos?

Um beijo que desperta, e até a próxima…

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